das paredes saem aspides que cospem o mais enfermo veneno que os corroi por dentro
dos muros, as ervas teimam em crescer como que quisessem arrancar as veias de todos os que se encostam pelas veredas
nas plantas dos pés foram escritos as direcções e as memorias de quem sabe o terreno que pisa
soltem lhe os cães, as bestas e as aspides sangrentas
os elementos são conspiradores da nossa presença
a agua corre debaixo do lençol mais limpo que a terra que os envolve
acordem nos, são os nossos que nos vêm buscar
cortam se as gargantas, e dos cintos o almiscar se faz sentir por mais de mil milhas
o sangue, o suor, a lagrima de ouro
a vida que se assemelha a um odor puro e simples
cheiram se as flores, saltam se muros
colhe se a diaspora de dias solarentos e nas ondas de um rio, nasce um mar
um mar que desagua numa pira
ardente
quente
que nunca se apaga
o fogo que se faz sentir é ensurdecedor nos ouvidos de quem a guerra tomou como assento
as bombas, a guerra, a dor, a fome
a doença que os separa dos bons
somos fruto da nossa experiência, sentimos o cheiro do vento
a sorte de quem sempre se atreveu a ser ele proprio, sem medos do que lá vem
A gruta...
de onde saem as rochas mais quentes, feitas de diamante
de ouro, a agua que os cerca deixa os moribundos
a podridão dos seres que deambulam pela terra
os que morreram os que nunca voltam, os que tentam a todo custo cuspir o veneno que dentro deles se faz ouvir como se fosse o que mais tormentuoso caminho que percorrem pelos corredores que cheiram a sangue podre
o poder, a estulticia, a falta de instrução
a voz do trovão
tudo caiu, tudo se sumiu na onda de uma maré
pela mãos de anarquinia se escreve pela vida do pobre
do inutil
do que não sonha
o que se espera... a destruição do planeta
Lorenz
Landers
Num sorriso simples se sente a força de uma flor que não se extingue
Será uma honra, conhecer te e será muito bom tomar te como nossa irmã, companheira de viagens
Porque no tempo, não existe dor, não existe recalcamentos, existe alegria e uma força interior muito grande que grita por justiça.
pela alma do Arthur